Confirmada como Arcebispa de Canterbury a primeira mulher a liderar Igreja da Inglaterra

Sarah Mullally foi confirmada hoje como Arcebispa de Canterbury em Londres, tornando-se a primeira mulher a liderar a Igreja da Inglaterra em 492 anos.

Executive Digest com Lusa
Janeiro 28, 2026
13:19

Sarah Mullally foi confirmada hoje como Arcebispa de Canterbury em Londres, tornando-se a primeira mulher a liderar a Igreja da Inglaterra em 492 anos.

Mullally, de 63 anos, uma enfermeira especializada em cancro que se tornou clériga, casada e mãe de dois filhos, assumiu oficialmente as responsabilidades do seu novo cargo durante uma cerimónia na Catedral de São Paulo para confirmar a nomeação, anunciada há quase quatro meses.

O chamado serviço de Confirmação da Eleição marca um marco importante para a Igreja da Inglaterra, que ordenou as suas primeiras mulheres sacerdotes em 1994 e a a primeira bispa em 2015.

A igreja remonta ao século XVI, quando a igreja inglesa se separou da Igreja Católica Romana durante o reinado do rei Henrique VIII.

Mas a nomeação de Mullally, pode aprofundar as divisões dentro da Comunhão Anglicana, cujos 100 milhões de membros em 165 países estão profundamente divididos sobre questões como o papel das mulheres e o tratamento das pessoas LGBTQ.

A Comunhão Anglicana mundial, que inclui a Igreja Episcopal nos EUA, não tem um chefe formal, mas o Arcebispo da Cantuária é tradicionalmente visto como seu líder espiritual.

Mullally também terá de enfrentar preocupações de que a Igreja da Inglaterra não tenha feito o suficiente para erradicar os escândalos de abuso sexual que a assombram há mais de uma década.

A Gafcon, uma organização global de anglicanos conservadores, afirma que a nomeação é controversa porque a maioria da Comunhão Anglicana ainda acredita que apenas os homens devem ser bispos e criticou o apoio de Mullally à bênção de casamentos entre pessoas do mesmo sexo.

Mullally substitui o antigo arcebispo Justin Welby, que anunciou a sua demissão em novembro de 2024, depois de ter sido criticado por não ter informado a polícia sobre alegações de abuso físico e sexual por parte de um voluntário num acampamento de verão afiliado à Igreja.

A sucessora foi nomeada por uma comissão de 17 membros composta por clérigos e leigos e confirmada pelo rei Carlos III, que é o líder supremo da igreja.

O longo processo de nomeação será concluído dentro de dois meses, em 25 de março na Catedral de Canterbury, quando Mullally será formalmente empossada como bispa da diocese.

Partilhar

Edição Impressa

Assinar

Newsletter

Subscreva e receba todas as novidades.

A sua informação está protegida. Leia a nossa política de privacidade.